“O futuro somente pode ser antecipado com a certeza do risco. É isso que rompe decisivamente com a normalidade instituída, e que só pode ser considerada uma espécie de monstruosidade.”
Jacques Derrida, 1967

 

O clipe da banda Ariel Pink´s Haunted Graffiti, dirigido por Wayne Coyne, (mais conhecido por ser vocalista da banda Flaming Lips) tem ruídos, bugs, fragmentos, formas estranhas e cores fortes. Não é um problema no vídeo, mas sim um estilo visual que transforma esses erros digitais em uma forma de expressão da nova estética, conhecido como glitch art.

Mas o que é Glitch Art?

Apesar do primeiro registro desse termo ter sido dito pelo astronauta John Glenn em 1962, baseado no erro e no imprevisível, glitch art é o rompimento da ordem e perfeição do mundo digital extremamente editado que temos hoje em dia.

O termo como o conhecemos atualmente surgiu nos anos 200 e, em tradução literal, significa a quebra com o que é clean e facilmente ajustado. Esta estética busca de alguma forma se associar ao passado tecnológico, que era menos bem acabado e mais amador, sem necessariamente remeter às telas azuis anti-aparição-de-fantasmas.

glittch estampa-02

De certa maneira pode ser considerado o punk da arte digital – transformando um movimento despretensioso em uma verdadeira quebra de paradigmas.

E como funciona?

A estética glitch pode acontecer de três maneiras:

  • Um erro no arquivo não proposital;
  • Erro proposital alterando a programação do arquivo ou editando ele em um sofware não dedicado a essa função, como por exemplo, alterar um arquivo de imagem num programa editor de musica e vice versa (que tem certos riscos);
  • Com o uso de softwares simulando erros ou mesmo mesclando com glitchs já existentes(com pouco ou nenhum risco).
Glitch no mundo!

Essa ruptura da perfeição aos poucos está dominando o mundo real virando objetos físicos, como por exemplo o trabalho do artista Phillip Stearns, que transformou essa estética em tapeçaria:

philstearns_3

philstearns_1

…ou mesmo o designer Ferruccio Laviani,  que criou um móvel que tem a aparência distorcida como se fosse um ruido do VHS:

movel-glitch-madeira

Nós, aqui da oficina da Gasp, nos inspiramos tanto nessa estética, que criamos a alpargata Glitch, a estampa desenvolvida, faz com que cada par produzido seja único e exclusivo devido a imprevisibilidade que esse estilo tem.

glittch estampa-01

Era assim – raio glitchzador! –  e ficou assim:

alpargata-glitch-gasp

e depois um calçado único, mesmo! Disponível em nossa loja online, clique aqui!.

E um pouco mais de glitch para você se divertir: 

Como fazer a sua própria arte glitch: Snorpey | Adam Ferriss | Aquacrush

Para usar com a webcam: Parte 1 | Parte 2 

Artbook sobre o tema: Design Imperfection 

Coletânea de artistas do tema: Glitches | Databending

Artistas: Adam Ferriss | Glitch Theory | Glitch Irion | Rosa Menkman | Phillip Stearns | Liaizon Wakest

One thought to “Glitch Arte: A Estética do Erro”

  • André Marinho

    Ah que legal saber disso! Eu só sabia da criação própria de vocês da estampa, mas do tipo de arte ela se trata eu não conhecia! 😀

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